segunda-feira, 8 de julho de 2013

Depois de 2 anos no futebol7 do Almada, de novo no Barreirense

Tenho pena que as pessoas competentes saiam do Almada.
Mas há coisas incontornáveis.
O Carlos Fernandes era do Barreirense, o seu clube de coração, e, como diz o povo, «bom filho a casa torna»...








Sexta-feira, 5 de Julho de 2013

Entrevista a Carlos Fernandes, Coordenador do Futebol de 7 do FCB


Carlos Fernandes está de regresso ao F.C.Barreirense após 3 anos de interregno. O novo coordenador técnico do futebol de competição da Academia é simples na sua análise ao que espera da nova temporada do futebol de 7: "vamos ser muito melhores, mais fortes e mais competentes".

O site www.fcbarreirense.com foi ouvi-lo à Academia do clube: 


Como surgiu a oportunidade de regressares ao FCB ao fim de 3 épocas?
A oportunidade de regressar ao FCB vem após um primeiro contato feito pelo Diretor da Academia Sergio Palaio de conversarmos um pouco sobre a possibilidade ou não do meu regresso. No seguimento desse primeiro contato foram efetuadas algumas reuniões que levaram a um entendimento para a minha chegada novamente ao Clube. É um regresso que a mim me diz muito, pois sei que as espectativas estão muito altas, mas ainda me dá mais vontade de trabalhar mais e melhor.

Que principais diferenças encontraste desde a tua ultima passagem pelo clube?
Em relação às diferenças são algumas mas uma principalmente me faz voltar. Um Clube em termos diretivos e administrativos estruturado, pensado, equilibrado e com uma equipa de responsáveis à altura daquilo que é o Futebol Clube Barreirense. O Futuro afigura-se muito positivo para o clube, pois com a racionalização de recursos e rentabilizando ainda mais os existentes será cada vez mais agradável fazer parte do mesmo.

O que te foi pedido neste seu regresso?
Foi-me pedido para fazer um trabalho sério, competente, profissional voltando a colocar o FC Barreirense no que diz respeito ao Futebol de Formação (Futebol 7) no lugar que ocupava anteriormente. Equipas de qualidade, formação de referência não em palavras mas em factos. Não é um trabalho que se faz com uma varinha mágica, é um trabalho pensado, estruturado, planeado em conjunto e delineado pela politica de formação do clube. Com a estrutura diretiva que se apresenta e com a componente técnica que preparámos para o próximo ano as melhorias serão logo evidentes, teremos que as consolidar e melhorar não queimando etapas dos praticantes pensando numa perspetiva evolutiva para o Futebol 11.

Foste recentemente eleito o treinador da copa fut XXI, acha que esse titulo irá criar uma maior espetativa junto de pais e adeptos do clube?
Expetativas não. Foi um prémio que a mim me disse muito pois foi o fechar com chave de ouro o ciclo de dois anos no Almada AC sendo que também ganhámos a Copa Coletivamente. Agora só poderá criar mais espectativas em que não conhece o meu percurso bem como o percurso do próprio Barreirense. São dois percursos que unindo-se só podem dar um resultado a partir do momento em que estejam reunidas as condições de sucesso. E essas estão, uma equipa de treinadores muito boa, com uma qualidade fabulosa, uma equipa de diretores também com uma entrega ao clube muito vincada e por fim uma equipa de responsáveis equilibrada e que se preocupa muito com o bem estar de todos e com o futuro do clube.

Qual será o teu  enquadramento na estrutura técnica no clube?
Dentro da estrutura do Clube serei o Coordenador Técnico para Equipas de competição da Academia do FC Barreirense. Ou seja serei o responsável Técnico desde os Sub 13 aos Sub 8.

O clube continua a fazer uma aposta cada vez mais forte na qualidade das suas equipas técnicas de formação, sentes o peso de enquanto responsável pelas equipas de competição de futebol 7?
Com 36 anos e com já 12 anos de experiência já não sinto qualquer pressão nesse sentido. Fico é muito satisfeito com a equipa de treinadores que estamos a montar. Deixa-me muito a vontade para autonomizar processos delegando funções e responsabilizando pelas diversas tarefas inerentes ao processo de construção das equipas. São profissionais e Homens de uma enorme competência com os quais sei que iremos ter um sucesso tremendo no que diz respeito aos objetivos de Formação a que nos propusemos.

O bruno Paz atleta internacional  sub 15, foi treinado por ti nas escolas do barreirense, acompanhas as carreiras de quem passou pelos seus ensinamentos?
Acompanho a carreira de quase todos os que foram jogadores do FCB e que já passaram pela Academia. O Bruno Paz é sem dúvida um dos mais marcantes pois foi recentemente internacional, mas há mais e alguns deles estão no mesmo caminho. È sinal que não queimámos etapas, que ganhávamos títulos mas estávamos primeiramente na evolução da criança e do atleta. Esta tem de ser a filosofia do clube e não outra qualquer. Queremos ganhar mas queremos que os nosso atletas sejam cada vez mais os futuros jogadores seniores do Futebol Clube Barreirense.

Qual vai ser o projeto a desenvolver pelo clube?
O Projeto a desenvolver na Academia FC Barreirense tem em primeiro lugar o seu seguimento no Futebol 11 do Clube. Vamos implementar nas nossas equipas de Fut 7 a mesma metodologia de treino comum a todas tendo como objetivo final a passagem par ao futebol 11. A Filosofia do clube será comum a todas as equipas bem como a forma de implementa-la. Teremos um grande enfoque nos aspetos psicológicos da criança/atleta. O Fator humano será sempre um ponto a ter em atenção em todos os aspetos do processo. A nossa máxima "Mais que um atleta, uma Criança" será sempre premissa que nunca poderá ser esquecida. A nossa metodologia de treino será própria do clube, nem melhor nem pior que a dos outros, será a nossa e quem se rever na mesma saberá que estará  quase sempre satisfeito. Na continuidade do que tem vindo a ser feito estaremos presentes nos maiores e melhores torneios que se realizam no nosso país e quem sabe alem fronteiras.   

Quando foi tornado público o teu regresso ao barreirense o que te disseram os que te são mais próximos?
Ficaram muito contentes. Quase tanto como Eu. Surgiram os Parabéns de vários quadrantes, ate de por vezes de pessoas que eu não estava á espera. E essas energias positivas são sempre bem vindas. Das outras não importa falar, Essas puxam para trás mas não conseguem nos mover um só milímetro. Estamos cheios de vontade de melhoras, de mudar o rumo, de seguir um trilho marcado de êxitos e de sucessos.

O telefone tocou muitas vezes?
Hahahaha... Mais do que as que devia... Mas principalmente com mensagens de contentamento e isso é que interessa. Boas vibrações e positivismo.

És apelidado por alguns como o Mourinho do futebol 7, lidas bem com isso?
Não lido. Tento sempre ser o melhor possível naquilo que faço. Mas nada seria possível se não tivesse junto de mim equipas de responsáveis competentes e profissionais. Não dou demasiada importância a esses fatores colaterais, importo-me sim com a evolução das crianças( e essas sim são fundamentais) que treinam connosco, do bem estar dos mesmos, da satisfação do seus encarregados de educação, de cumprir com sucesso aquilo que me é pedido. Não consigo fazer as coisas doutra forma.

Gostávamos que deixasses uma mensagem aos adeptos do clube...
Deixo somente uma mensagem de certeza... Certeza que vamos ser muito melhores, mais fortes, mais competentes e representaremos com cada vez mais sucesso as Cores do FC Barreirense.

Entrevista publicada em:

sexta-feira, 5 de julho de 2013

E recordar é viver...





Um jogo a 3 de fevereiro de 2007, em que o Beira-Mar venceu o Charneca por 3-0.
Esta equipa de escolas A do Charneca era muito fraquinha.

Do plantel do Charneca não sei se ainda algum miúdo joga, para além do Mário, claro.
Vê-se nas fotos o Zé mas ja desistiu há 2 épocas.

Mas do Beira-Mar identifiquei alguns:

O nosso Rafa
O Ricardinho, que não sei se ainda continua no C. Piedade
O Ricardo Gandum qu continua no Beira Mar
O Juninho, julgo que continua no Piedade.
O Mimoso ainda no Beira Mar.
O Bruce, ainda no Beira Mar, julgo.


Aqui vão:


















































SUB15 no Ibercup



Na fase de grupos foram excelentes.
Melhor não era possível.
4 jogos, 4 vitórias.


Depois nos oitavos de final, perdeu nos penaltis com o Badalona.
Depois de empate 4-4

Ou seja, uma excelente participação.
Senão vejamos:
Equipa invencivel.
Não perdeu nenhum jogo em jogo jogado.
Só perdeu nos penaltis.
Ganhou tudo na fase de grupos.
Provavelmente ver-se-á amanhã que o Badalona é o campeão do torneio em SUB15.
E o Almada só perdeu com os espanhóis nos penaltis.


Eu não tinha dúvidas nenhumas.
Já sabia que a nossa equipa de 1998 é fortíssima.
Todos sabemos isso!

Parabéns miudos!
Mais uma vez, o nome do Almada a dar fama de bom futebol.







140
ES
CF Badalona
PT
Almada AC
09:509-Dramatico10 - 9A4








Grupo I

PosiçãoEquipaJogosVEDGolosMGP
1
PT
Almada AC
440017 : 11612
2
ES
Seneca CF
430112 : 489
3
PT
FC Maia Lidador
42024 : 9-56
4
IN
Kenkre FC
41033 : 10-73
5
PT
AC Cacém
40040 : 12-120


sexta-feira, 5 de julho de 2013

IDTeam ATeam BTimeFieldScoreWinner
147
PT
AD Barroselas
ES
CF Badalona
08:309-Dramatico1 - 2A11Live
148
PT
SC Linda-a-Velha
ES
RC Dep. La Coruna
08:3010-Torre1 - 0A12Live
149
PT
CD Salvaterrense
ES
Atl.Madrid
09:509-Dramatico0 - 2A13Live
150
ES
Seneca CF
ES
Brave Astondoa
09:5010-Torre0 - 4A14Live
151
ES
CF Badalona
PT
SC Linda-a-Velha
16:409-Dramatico3 - 2A15Live
152
ES
Atl.Madrid
ES
Brave Astondoa
18:009-Dramatico5 - 6A16Live

sábado, 6 de julho de 2013

IDTeam ATeam BTimeFieldScoreWinner
153
ES
CF Badalona
ES
Brave Astondoa
11:4521-Estadio EstorilCHAMPION ALive

Nos quartos de final e meias finais, o Badalona ganhou tudo e vai estar amanhã na final, contra outra equipa espanhola, o Brave Astondoa.


domingo, 30 de junho de 2013

Entrega de troféus da época 2012/13 vai ser em Almada

A Cidade de Almada é palco da Festa de Encerramento das Atividades 2012/2013 Está confirmado para o próximo dia 12 de Julho a realização da grande festa de final de época da AF Setúbal. Todos os campeões vão estar em destaque na Festa de Encerramento das Atividades da AF Setúbal - 2012/13 O tradicional evento associativo, no qual serão entregues os troféus, vai realizar-se no Complexo Municipal dos Desportos "Cidade de Almada", no Feijó, no dia 12 de julho, sexta-feira, a partir das 21:30. Local gentilmente cedido para o efeito pela Câmara Municipal de Almada. A grande festa de consagração dos campeões, que inclui a distinção pública aos árbitros que mais se destacaram, nas provas organizadas pela AF Setúbal deixa antever a presença de largas dezenas de dirigentes, treinadores, atletas e árbitros no prestigiado evento.

sábado, 29 de junho de 2013

Guia para pais (Algumas considerações)

De facto, eu e Fernando Santos, estamos em plena sintonia em vários aspectos do futebol juvenil.


Replico aqui um artigo que colocou no seu blog, de autoria da associação das escolas de futebol.

Blog opiniões/reflexões.
http://rumoastrolabio.blogspot.pt/2013/06/um-guia-basico-para-pais.html?spref=fb

Atrevo-me a acrescentar algumas referências pessoais que resultam da minha experiência como pai no mundo do futebol juvenil.

Colocarei a azul, para que se perceba o que é o texto original e o que são as minhas referências.





INTRODUÇÃO 

Dentro de um ambiente desportivo positivo, as crianças têm oportunidade para fazer novas amizades, aprender novas técnicas e desenvolver novos interesses. A qualidade do processo de ensino-aprendizagem desportiva da criança é ditada por pais e treinadores, onde os primeiros também são parte integral da equipa.

A atenção de qualquer programa desportivo para crianças, seja ao nível competitivo ou de recreação, deve tocar essencialmente a aprendizagem e o divertimento, para depois integrar o espírito competitivo e providenciar uma boa experiência desportiva para toda a vida. A preocupação sempre no processo, não no resultado.


Curiosamente quem anda pelos campos de futebol saber perfeitamente aquilo que vou dizer: A grande maioria dos pais estão nervosíssimos nas bancadas a roer as unhas e a fumar cigarros ansiosos por ganhar jogos. É o que querem: Ganhar jogos, e mais nada! Ou sou só eu que oiço os paizinhos a gritarem para dentro de campo, quando a equipa está a ganhar, a dizer para os miúdos jogarem devagarinho, para queimar tempo, «atira a bola para longe!», «vai devagar buscar a bola!», «calma, não tenhas pressa, estás a ganhar...»...

É verdade que a maioria desses pais, quando passa o nervozinho, 15 minutos depois de terminar o jogo, já aceitam que não deviam ter pedido para se fazer jogo manhoso...  é no calor do jogo que se deixam levar por impulsos mais baixos...

Mas também há os que se gabam nas bancadas a chamar de «tótós» os treinadores do seu próprio filho, porque não soube gerir bem a equipa para ganhar



Este capítulo está delineado para ajudar os pais que pretendem assegurar que o seu filho(a)tenha uma experiência positiva no desporto, oferecendo informação básica pertinente. Nunca se esqueça que a educação desportiva começa muito antes de chegar ao terreno de jogo, começa em casa do jovem atleta.
Aqui está uma das principais razões para o insucesso e a fraca evolução dos miúdos. Tudo começa em casa. E se, em casa, os pais dizem ao filhinho que ele é o Cristiano Ronaldo, que o treinador é um 
ignorante que não percebe nada de futebol porque não mete o seu filho a titular... obviamente que o miúdo nunca vai entrar no clube com a atitude certa.
E qual é a atitude certa? É ter a humildade de admitir que o treinador está certo e que o jogador vai ter de se esforçar muito mais para ganhar um lugar na equipa...
Pais que se gabam de saber mais de futebol do que os treinadores, normalmente são péssimos conselheiros para os miúdos.
Assim como pais que só veem os seus filhos e não têm capacidade de ver o futebol como um desporto de equipa acabam por prejudicar os miúdos: «Filho, se te passassem mais a bola, tinhamos ganho...»




COMO CRIAR UM AMBIENTE DESPORTIVO POSITIVO PARA O SEU FILHO(A) ...
  • Foque o divertimento do processo de aprendizagem desportiva. 
  • Construa auto-estima na sua criança, dando relevo aos aspetos sociais, físico e técnicos da aprendizagem, e não aos resultados desportivos. 
Aqui até acho que o problema não está tanto com os pais mas mais com os agentes desportivos ligados aos clubes. Há treinadores, professores, orientadores, diretores etc etc... que só veem os resultados.

É simples, façam o teste:
Espreitem no facebook de amigos vossos que jogam futebol. Vejam se alguém coloca um pequeno comentário do estilo, «hoje perdemos porque o adversário era superior a nós», ou «perdemos porque não estivemos bem»...
Não, não há humildade para isso!
Quando se ganha, isso sim, muita publicidade: «Somos os maiores», «somos campeões»...

Mas não,  não se ensina a lidar com o fracasso. Muitas vezes o que é ensinado aos miúdos é apenas gabarolice, (conheço algumas dessas personagens...)  é tentar arranjar um vídeo de um golo de pontapé de bicicleta para andar a mostrar a toda a gente, é esconder as derrotas, como se fosse vergonha perder jogos, é falar muito das vitórias, difundir os sucessos e fingir que não existiram fracassos...  

Quem assim orienta os miúdos está a fomentar frustrados, está a criar pessoas que não vão saber lidar com a derrota com os fracassos da vida.
Somos humanos, cometemos erros, umas vezes estamos bem, outras vezes menos bem. É da vida. Temos de saber viver com isso! 
Se com 16 anos lhes é ensinado a esconder os fracassos, a gabarem-se dos sucessos... quando forem adultos, nos seus trabalhos, serão pessoas insuportáveis, incapazes de lidar com os fracassos.

  • Otimize os princípios do fair play: respeito pelos companheiros, adversários, árbitros, regras do jogo e treinadores.
  • Acho que neste capítulo era fundamental re-orientar a formação de árbitros. Não são poucos os casos de árbitros que apitam jogos de miúdos que são a principal causa da falta de fair-play.
    refiro-me àqueles árbitros que não assinalam as faltas maldosas. Os árbitros que gostam do estilo Pedro Henriques, «deixa seguir, vale tudo!»... a dada altura os miúdos estão em campo como se estivessem numa batalha.
    Já deixaram de se divertir, deixaram de se focar no bom futebol, já só pensam em vingar-se dos agressores que lhe deram cacetada sem que o árbitro assinalasse infração.
    Sempre achei que estes árbitros, que não sabem distinguir entre o jogador maldoso e o jogador esforçado que sem querer cometeu uma falta, são árbitros que destroem toda a beleza do futebol.
    O espetáculo, o jogo bonito, tudo desaparece!
    Se repararem, os jogos com bons árbitros são excelentes jogos... Um bom árbitro fomenta o desportivismo. Sabe ler as tensões em campo. Se nota um jogador mais exaltado, vai ter com ele e pede para se acalmar... sem ser ameaçador, ou mesmo malcriado (também os há...) tenta falar com o jogador de forma que o convença que não está a agiir bem. 


  •  
  • Não construa nele/a) apenas uma identidade desportiva: existem outras também importantes. 
  • Seja o principal interessado pela participação desportiva do seu filho(a). Conhecendo as regras, presença nas reuniões, treinos e jogos. 
  • Seja um bom espectador e lembre-se que é um convidado para ver o jogo do eu filho/a). Inclui estar presente de forma positiva, reforçando positivamente e encorajando a performancdo seu jovem atleta.
    Não me parece que este seja o problema. Na verdade é grave é o oposto. Os pais normalmente incentivam os seus filhos. Isso é banal.
    O que também acontece e eu acho que é muito negativo, é quando os pais, amigos e familiares dirigem palavras para dentro de campo incentivando o individualismo. É muito comum, e é tremendamente negativo, prejudicando a equipa. Incentiva o egoísmo, o individualismo. «Marca um golo para mim filho!!!»
  • Seja cauteloso a discutir as aspirações desportivas, que podem produzir pressões desnecessárias.
    O normal é que todo o pai sonhe que o filho possa vir a despontar num grande jogador. Por mais que se diga que não, este é o padrão. Poucos verbalizarão isso, mas 98% dos pais estão mesmo à espera que o filho de um dia para o outro seja chamado a um clube grande...
    É da vida!
    Incentivar os miúdos nesse sentido é mau, porque tenderão a desvalorizar os estudos e, na verdade, essa possibilidade é mesmo mínima! Eu diria que na equipa dos nossos filhos, entre 22 miúdos, se um deles vier a ser jogador profissional já é uma sorte, mas mesmo esse terá uma probabilidade muito grande de chegar, no máximo a uma segunda divisão, para ganhar 1000 euros por mês?? Numa profissão que acaba aos 30 anos? E depois?
    A melhor estratégia, penso eu, é a de mentalizar os miúdos que é legítimo o sonho, mas que essa possibilidade é como ganhar a lotaria!  Pelo que devem ver o futebol como algo que lhes dá prazer! Nada mais que isso...


    Conteste a presença de tabaco e álcool nos eventos desportivos do seu filho/a). 
          Infelizmente, parece-me que nesta idade, de juvenis, há cada vez mais miúdos que entram na idade da parvoíce e começam a fumar. É a altura certa para atuar. Não porque prejudica a atividade desportiva, isso é óbvio e o miúdo vai sentir isso quando não tiver pulmões nos jogos, o mais grave é que pode começar aí uma prática altamente lesiva para a saúde!
Se há coisa boa em que pratiquem desporto é que adiam a entrada nesse mundo dos vícios! Não me parece que o problema esteja nos pais que fumam a ver os jogos (eu deixei de fumar, mas sei que, quando fumava, a ver os jogos é quase impossível não puxar pelo cigarrito...)
O problema está em que os miúdos se iniciem no tabaco. Expliquem-lhes que é um erro tremendo!

  • Discuta as opiniões que possuí sobre as opções do treinador longe dos jovens atletas.
    Infelizmente, não é esta a regra. A maioria dos pais acha-se melhor que o treinador e não se coibe de fazer essas apreciações à frente dos miúdos! É mau, é muito mau!
    É mais um jogador sem futuro. Não acredita no treinador, não o vai respeitar, não vai evoluir.

     
  • Reforce as instruções do treinador quando dialoga sobre a prática desportiva em casa junto do seu filho(a).
    É muito importante este aspeto. Quando o treinador corrige muitas vezes o jogador e ele chega a casa chateado: «O treino hoje correu-me mal, o treinador fartou-se de me corrigir».
    A resposta em casa tem de ser positiva: «É bom sinal. É sinal de que o treinador vê potencial em ti e está a corrigir-te o que fazes mal. É muito bom para ti, porque vais evoluir muito com esse treinador»

COMUNICAR COM O SEFILHO(A) NA COMPETIÇÃO ...
As crianças não querem ouvir que jogaram bem quando elas próprias sabem que não jogaram.
Não acuse os outro jogadores, treinadores ou árbitros como os responsáveis pelas derrotas.
Pode fazer com que a criança não assuma as suas responsabilidade, delegando-a nos companheiros de equipa ou elabore desculpas.
Nunca percebi esses pais que, depois de um jogo desastroso do filho, se viram para o miúdo à frente de toda a gente, «fizeste um grande jogo, parabéns!»... o miúdo cora de vergonha. Ele sabe que fez um mau jogo, provavelmente o treinador já lhe disse no balneário o que vai ter de corrigir... e o comentário do pai deixa-o numa posição ridícula...
Não digo que se deva atirar para baixo, mas há que ser realista, e colocar as questões nos termos certos. Já o fiz dezenas de vezes: «Safa, hoje não te saía um passe bem...  é das botas? Dormiste mal? Que se passou rapaz?»
O miúdo obviamente sabe que não lhe correu bem e vai sentir-se confortado a partilhar a sua tristeza: «Pois, não sei, estava muito vento, que treta de jogo...  não saiu nada de jeito».
E lá lhe dizemos, que não temos de estar sempre a 100%. «Há dias bons e há dias menos bons...  acontece. Para a próxima vai ser melhor».




Não diga que "este jogo não é importante", já que este poderá ser para a criança.
Encontre algo positivo na performance da criança e dialogue com ela os factos relacionados com a aprendizagem e comportamento desportivo (seja realista'), Assegure que realiza algumas desta questões:
  • Como te sentes acerca do que se passou no jogo? 
  • O que é que gostaste mais e menos no jogo? 
  • Divertiste-te? 
  • O que é que o treinador te disse acerca do jogo? 
  • O que achas da tua exibição de hoje? 


QUOBSERVAR NA PRÁTICOU NO JOGO ...
  • Os treinos estão bem organizados, plenos de variedade e com presença do objeto de interesse para a criança (bola). 
  • O treinador está atento, oferece feedbaca todos os participantes, e faz com que as crianças se sintam bem. 
  • Os treinadores têm uma comunicação clara, entusiástica e consistente. 
  • As instruções são dadas de uma forma positiva. 
  • Os treinadores encorajam as crianças e jovens a questionarem. 
  • As crianças estão contentes pela participação desportiva. 
  • É oferecida especial atenção aos valores, incluindo o respeito, responsabilidade, disciplina,cooperação, honestidade e frontal idade. 
  • A ênfase recai sobre o desenvolvimento, o esforço e o divertimento, e não somente na vitória. 
  • O treinador comunica positivamente com os pais. 
  • O treinador tem um comportamento apropriado.
    Fundamental corrigir comportamentos de miúdos mimados, amuos, manias, atitudes arrogantes, falta de respeito para com o treinador.
    Se o miúdo foi malcriado com o treinador, ou desrespeitou uma ordem, é fundamental que os pais intervenham e façam o miúdo perceber que cometeu um erro muito grave.
    O normal é os paizinhos pedirem para falar com o treinador porque acham que o castigo aplicado ao filho (normalmente o castigo é não ser convocado para o jogo) é injusto. Normalmente não têm razão. Normalmente o argumento é absurdo: «Ah, mas na semana passada também houve outro miúdo que teve esta ou aquela atitude e não foi castigado! Acho mal ser só ao meu filho»
    É péssimo!
    O miúdo vai sentir o apoio dos pais, vai continuar a cometer erros, atitudes erradas, o treinador vai fartar-se de aturar meninos e pais mimados... é a receita para o desastre!
    Normalmente a história termina com os pais a ameaçarem sair do clube... e se cumprem a ameaça, vão voltar a ter o mesmo problema no outro clube, provavelmente mais rápido, porque no outro clube não se conhece tão bem o jovem a tolerância é menor...  e vão saltando de clube em clube!
    A dada altura as pessoas perguntam: «E agora, para que clube vai?»... pois, já correu todos...
    Jogadores que mudam de clube todos os anos... normalmente é mau sinal!



Texto da Associação Portuguesa de Escolas de Futebol



NOTAS FINAIS:

Acho este texto muito importante, porque de facto estão aqui algumas das principais orientações para o sucesso do envolvimento dos pais na atividade futebolística dos filhos.
É curioso como, lendo estas dicas, relembrei e identifiquei tantos e tantos comportamentos errados dos pais.

É inacreditável!
O mais incrível é que essas pessoas que cometem esses erros acham-se os senhores da verdade. E continuam a dizer de boca cheia que os treinadores é que não prestam...


Posso invocar aqui vários exemplos:

«Como é que este treinador mete o meu filho, que é titular, de parte nos exercícios e deixa no treino miúdos que nem sequer estão inscritos. Qual é a racionalidade disto? O tipo não percebe nada disto... é um sapateiro...».
Resmungava um pai nas bancadas porque num exercício em que os grupos tinham número par, e sobrava um miúdo, que calhou ser o seu filho. 

20 segundo despois saía outro jogador qualquer e o filho integrava o grupo. O paizinho lá se calou... 
Não têm a noção do ridículo!

E quando o treinador acha que o miúdo dá um bom defesa numa posição, mas o paizinho imbicou que o filho tem de ter outra posição. .  e não é que em pleno jogo o miúdo vai ao banco dizer ao treinador que não quer jogar na posição indicada pelo mister...  Obviamente foi para o banco e não jogou mais! Quem é que ganhou com isto? Ninguém... o treinador perdeu um bom Defesa o miúdo não jogou e o paizinho provavelmente continuou a dizer cobras e lagartos do treinador...

«O meu filho está doente, está com uma gripe enorme, mas quis vir... diz que tinha de vir jogar»...
Que raio, o miúdo está doente, o pai leva o filho para o jogo oficial e o treinador sabendo disso mesmo assim mete o miúdo a titular?  Obviamente fez um jogo miserável... mais uma vez, todos agiram mal, todos perderam com a decisão!  Desde logo o pai, inconsciente! Um miúdo doente deve estar a tratar-se em casa!



«Mister, hoje não me apetece treinar».
Bem, como é a estrela da companhia, nada acontece! O miúdo vai-se embora, chega a domingo é titular...  péssimo exemplo do miúdo, má decisão do treinador! Não há jogadores insubstituíveis. Mesmo as estrelas têm de ser castigadas sob pena de prejudicar todo o grupo!



«Mister, vou para o banho, acho que me aleijei...»
Jogadores que sistematicamente, treino após treino, alegam que se aleijaram para sair mais cedo, depois de verem um sinal do pai cá fora a dizer «anda lá embora pá, deixa lá isso que esse treino não presta para nada!!!»... uma vingançazinha porque supostamente o pai não gostou das decisões na convocatória do treinador aos fins de semana... 

Péssimos exemplos que se dão aos miúdos. Um dia quando trabalhar também se vai pirar mais cedo, inventando uma desculpa qualquer... «chefe, a minha mulher está no hospital, tenho que ir...»  simplesmente porque não concordou com uma decisão profissional do superior hierárquico!
Até o dia em que descobrem que mentiu ao chefe e é despedido!
Ah pois é...
É que muita gente pensa que o futebol é só a ganancia de o filho ser titular. É a ganancia da vitória. É o sonho de vir a ser jogador de futebol. 

Mas não!
Há muito mais!

Atenção que não é só isso que se passa ali nos treinos e jogos.
Há regras, há disciplina, há valores, há princípios, há saber trabalhar em equipa, há saber respeitar os colegas, há espírito de sacrifício, há muitos ensinamentos de cidadania que se aprendem no futebol.

Quando os pais ensinam truquezinhos manhosos aos filhos, pensando que aquilo são só coisas do futebol. Na verdade, o que estão a fazer é a ensinar aos miúdos que na vida vale tudo. Vale aldrabice, vale truques, vale manha... Um dia nas suas profissões os miúdos terão esses valores! 

É triste, mas é assim!
Muitos pais não percebem isso... aquilo não é só o mundo do futebol.
Aquilo ali é uma escola em que os miúdos aprendem muita coisa que lhes vai ser útil para toda a vida.! O bom e o mau...
Aprender ali maus valores... vai ter consequências mais tarde!






Bem... há tantas e tantas histórias que eu podia contar aqui... mas enfim!